ConstrucaoSCMRMR_foto1-1A Santa Casa da Misericórdia terá sido fundada em 1759, através de alvará régio de D. José I em 18 de Abril desse ano. Aquando da sua fundação já existia um albergue com uma capela anexa, também reconhecido como hospício ou hospital, que era administrado pela Misericórdia de Santarém. Já no século XX, a grande preocupação dos Irmãos da Misericórdia de Rio Maior era a construção de um Hospital, que não fosse apenas recolher e tratar os pobres desamparados, mas que correspondesse a um novo e moderno conceito, de que o Hospital era para tratar de todas as pessoas doentes, sem ter conta o seu estatuto social ou situação económica. Assim, a partir de 1920 houve uma enorme mobilização de pessoas, para promoverem comissões de angariação de fundos, escolha do local, elaboração Logo_SCMRM_200do projecto para a construção do novo Hospital, cuja primeira pedra foi lançada em 1926. Finalmente em 1935 foi inaugurado o novo Hospital e com ele se inicia um novo capítulo da História da Misericórdia de Rio Maior. Desde o inicio, os serviços de administração Hospitalar e de enfermagem, estiveram a cargo das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras, que fizeram um notável trabalho.

Em Novembro de 1975, o Estado nacionalizou os Hospitais concelhios e decretou a extinção das Misericórdias que não tivessem outros serviços ou estabelecimentos. Todas as Misericórdias estavam a trabalhar com os seus Hospitais na área da saúde, dai que corriam o risco de serem extintas e passar a património do Estado. Nessa altura foi convocado para Viseu, o V congresso das Misericórdias, do qual saiu a fundação da União das Misericórdias Portuguesas, a que presidiu o Provedor da Misericórdia de Viseu Padre Dr. Virgílio Lopes, até ao seu falecimento, seguido do Padre Dr. Vítor Melicias Lopes e actualmente presidida pelo Dr. Manuel Lemos. Para evitar a sua extinção, a Mesa da Misericórdia de Rio Maior tomou a seu cargo um pequeno Jardim de Infância da Paróquia, instalado na Industrias Carnes Nobre, o qual deu lugar ao actual ao Jardim de Infância, Creche e C.A.T.L., para onde foram transferidas as crianças e o pessoal existente naquele Jardim de Infância, conforme acta de 30/10/1979.

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No final do ano de 1984, após inaugurado o novo Centro de Saúde, foi-nos restituído o Hospital, bastante degradado, o que obrigava a dispendiosas obras de recuperação. Numa Assembleia-Geral extraordinária, foi decidido, por expressiva maioria, que o edifício do Hospital deveria voltar ao serviço da comunidade, na área da Saúde, para o que fora construído e mantido com o esforço e a dedicação de toda a população do Concelho.
Na impossibilidade de reabrir o edifício como Hospital por falta de apoio do Ministério da Saúde, procurou-se instalar naquele espaço uma acção «Social e de Saúde», na altura inédita, a qual constava de um Lar de Grandes Dependentes, uma resposta necessária à enorme quantidade de doentes com alta hospitalar, por se terem esgotado as possibilidades de cura em situações que os familiares dificilmente os podiam manter em casa.